Entre o ar seco do inverno brasileiro, o brilho incessante das telas e o envelhecimento da população, a saúde ocular enfrenta desafios crescentes Com a rotina cada vez mais conectada, o avanço da idade e a chegada do período de seca severa em diversas regiões do Brasil, um problema de saúde pública ganha contornos alarmantes: o olho seco e a fadiga visual. Essa combinação somada ao uso prolongado de computadores, smartphones e tablets está transformando o desconforto ocular em uma queixa comum, afetando desde jovens estudantes até profissionais que passam horas em frente às telas. A explicação fisiológica para esse fenômeno é direta. “Passar longos períodos diante de telas afeta a lubrificação natural dos olhos”, alerta Magali Tamas, farmacêutica e supervisora de treinamento do Laboratório Teuto. Isso acontece porque, ao fixarmos a atenção em um ponto, diminuímos drasticamente o número de vezes que piscamos. “O número de vezes que piscamos por minuto chega a cair pela metade, o que dificulta o espalhamento adequado e uniforme da lágrima, além de favorecer sua evaporação”, explica a especialista. Esse efeito é amplificado pela baixa umidade relativa do ar, comum no Centro-Oeste e em partes do Sudeste durante os meses de estiagem. “O ar
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