Por que um medicamento pode levar anos para chegar à farmácia?

Processo envolve desde a qualificação de fornecedores até monitoramento contínuo após a venda; entenda a jornada do produto até o consumidor Antes de um medicamento chegar às prateleiras das farmácias e ser entregue ao paciente, ele percorre um longo caminho repleto de análises, testes e aprovações rigorosas. Esse processo, que pode durar anos, é desenhado para garantir um objetivo fundamental: a segurança de quem vai usar o produto. Gerente de Registros do Laboratório Teuto, uma das maiores indústrias farmacêuticas da América Latina, Pollyana Rodrigues Segantine explica que a produção de um medicamento não começa na linha de montagem, mas sim na escolha criteriosa dos parceiros. “A primeira etapa é a qualificação dos fornecedores dos materiais usados na fabricação”, afirma. Em seguida, vem o desenvolvimento do produto em si, além da criação do método analítico – uma espécie de “receita de controle de qualidade”. Tudo precisa ser validado conforme as Boas Práticas de Fabricação (BPF). Depois, o laboratório realiza testes de equivalência farmacêutica, bioequivalência ou estudos clínicos, dependendo do tipo de remédio. Paralelamente, estudos de estabilidade definem o prazo de validade. “É assim que garantimos que o produto não se degrada durante todo o período em que fica à disposição do

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